O blogue do Faísca on-line

quinta-feira, março 10, 2005

 

António José Seguro

Por incrível que pareça António José Seguro, ex-líder da bancada parlamentar socialista não foi convidado para fazer parte do Governo.

A meu ver foi uma falha grave de Sócrates, pois Seguro é um homem com grande competência e frontalidade. Agora recusou voltar a ser líder parlamentar... e muito bem. Ficaremos a aguardar uma pasta para mais tarde.
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quarta-feira, março 09, 2005

 

XVII Governo Constitucional

Conheça quem são os ministros do XVII Governo Constitucional.

ESTADO E ADMINISTRAÇÃO INTERNA - António Costa, 43 anos.
É o número dois do Executivo. Militante socialista desde a adolescência. Alinhou sempre, até ir para o Governo de Guterres (primeiro nos Assuntos Parlamentares, depois na Justiça), pelo sector sampaísta, em cujo escritório fez o estágio de advogado.
Depois da derrota de 2002, continuou a liderar o grupo parlamentar, envolvendo-se na defesa de Ferro Rodrigues perante o processo Casa Pia. Recuou para o Parlamento Europeu em Junho.

ESTADO E NEGÓCIOS ESTRANGEIROS - Diogo Freitas do Amaral, 63 anos.
Catedrático de Direito. Nasceu para a política no 25 de Abril, fundando o CDS. Logo em 1980 tornou-se no número dois do Governo, sob a liderança de Sá Carneiro e no âmbito da AD. Em 1986 esteve a 150 mil votos de ser eleito Presidente da República.
Mário Soares derrotou-o. No ínicio dos anos 90 deixou o CDS, em ruptura com a nova liderança antieuropeísta de Manuel Monteiro. Iniciou então a sua carreira como “senador”, chegando a presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas. Há semanas atrás, ainda na pré-campanha, advogou o voto no PS.

ESTADO E FINANÇAS - Luís Campos e Cunha, 51 anos.
Formou-se em Economia pela Universidade Católica e doutorou-se pela Columbia University de Nova Iorque. Filiou-se no PS após o 25 de Abril, mas há muito que não é militante, embora sempre “próximo” da área socialista.
É um dos nomes ouvidos por Jorge Sampaio. Participou na área macroeconómica dos Estados Gerais guterristas. Em 1996, foi nomeado vice-governador do Banco de Portugal; não foi reconduzido em 2002 “por razões políticas”, disse na altura. Catedrático e director da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, defende o fim do “sigilo fiscal.”

PRESIDÊNCIA - Pedro Silva Pereira, 42 anos.
Jurista, é o braço direito de José Sócrates. Tornou-se assessor jurídico de José Sócrates no Ambiente, depois secretário de Estado – além de confidente e fonte de bom senso.
Pedro da Silva Pereira teve ainda uma episódica passagem pelo jornalismo, na TVI, por via da sua militância católica. Foi editor da secção de assuntos religiosos, passando depois a editor executivo.

DEFESA NACIONAL - Luís Amado, 51 anos.
Nos alinhamentos internos do PS, Luís Amado é um dos últimos “gamistas”. Foi secretário de Estado da Cooperação quando Gama era ministro dos Negócios Estrangeiros. No segundo governo de Guterres foi secretário de Estado na Administração Interna. Economista, começou a carreira política na Madeira, onde nasceu.
Nas legislativas encabeçou a lista do PS em Viana do Castelo. Integra tambémo secretariado nacional do PS. Antes de entrar na vida política activa, foi professor do ensino secundário e passou pelos quadros do Tribunal de Contas na Madeira.

JUSTIÇA - Alberto Costa, 57 anos.
Licenciado em Direito, deputado nas cinco últimas legislaturas e ministro da Administração Interna entre 1995 e 1997, Alberto Costa, concretiza agora uma antiga aspiração: ser ministro da Justiça. Conhecedor atento do sector, dele se espera que altere códigos, posturas e rompa com rotinas atávicas.
Se no primeiro governo de Guterres teve o mérito de civilizar as forças e serviços de segurança, agora terá de concretizar a definição pela Assembleia da República das prioridades da política de investigação criminal, que serão a bússola do Ministério Público, e dar maior eficácia aos tribunais e à Polícia Judiciária.

AMBIENTE, ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DESENVIMENTO REGIONAL - Francisco Nunes Correia
Professor catedrático do Instituto Superior Técnico em Recursos Hídricos e Ambiente, Nunes Correia conhece profundamente a área que vai tutelar. Trabalhou para governos do PSD e do PS.
Coordenou a elaboração do Plano Nacional de Política do Ambiente, concluído em 1995, ainda no Governo de Cavaco Silva, que logo a seguir foi posto na gaveta pelos socialistas. Em 1999, quando Sócrates era ministro do Ambiente, foi convidado para lançar o programa Polis para a requalificação urbana, cargo que deixou no princípio do ano passado. Desde então, preside o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

ECONOMIA E INOVAÇÃO - Manuel Pinho, 50 anos
Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e administrador do Grupo Espírito Santo. Doutorado pela Universidade de Paris, tem criticado o neoliberalismo.
Membro do Conselho Económico e Social, colaborou ainda com Ferro Rodrigues quando este dirigia o PS, na definição das políticas económicas. Até 2004, exerceu as funções de administrador do BES, foi vice-presidente do BESI e presidente do Espírito Santo Research. No ano passado suspendeu as suas funções no GES para realizar um curso sobre Teoria do Crescimento, nos EUA.

AGRICULTURA, DESENVOLVIMENTO RURAL E PESCAS - Jaime Silva
Jaime Silva era actualmente o porta-voz do Comité Especial da Agricultura do Conselho de Ministros Europeu da Agricultura, conselheiro principal da Representação Permanente de Portugal em Bruxelas e administrador principal da Direcção-Geral de Empresas e Indústria da Comissão Europeia.
É apontado, por quem já trabalhou com ele, como sendo sério, trabalhador e com domínio dos dossiers, em concreto o da Política Agrícola Comum, em cujas negociações esteve envolvido quando era ministro da Agricultura o socialista Capoulas Santos.

OBRAS PÚBLICAS, TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES - Mário Lino
A intervenção pública que se conhece a Mário Lino começou no PCP, de onde foi expulso em 1991, após o golpe na URSS. Entrou depois na esfera do PS mas permanece independente. Indigitado ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, esteve na presidência do Conselho de Administração da empresa Águas de Portugal entre 1996 e 2002.
Foi durante o seu consulado que se desenhou a empresa pública que hoje se conhece, e que conta já com 67 empresas. Engenheiro civil de formação, Mário Lino ligou sempre a sua actividade profissional a serviços de consultadoria na área do ambiente.

TRABALHO E SOLIDARIEDADE SOCIAL - José António Vieira da Silva, 53 anos
Durante o consulado de Ferro Rodrigues – e sobretudo a partir do afastamento de Paulo Pedroso – tornou-se no número dois do PS. Une-o ao ex-líder uma velha amizade construída em Económicas. Durante os dois governos de Guterres, Vieira da Silva, foi secretário de Estado de Ferro Rodrigues.
É um especialista, de há muito, em questões de segurança social. No último congresso do PS manteve-se neutro. E depois, convidado por Sócrates, manteve-se no secretariado nacional, tornando-se um dos principais estrategas da campanha do secretário-geral do PS.

EDUCAÇÃO - Maria de Lurdes Rodrigues, 48 anos
A socióloga Maria de Lurdes Rodrigues, foi a primeira presidente do Observatório das Ciências e das Tecnologias, criado em 1997 por Mariano Gago, quando era ministro da Ciência. A sua função era recolher estatísticas sobre a actividade científica portuguesa, e Lurdes Rodrigues esteve à frente da instituição até ao final de 2002.
A formação, as profissões e o uso das tecnologias pelos cidadãos e a sociedade da informação são os temas de investigação que desenvolveu nos últimos anos, quando regressou ao Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR - José Mariano Gago, 56 anos
O físico volta ao cargo que ocupou entre 1995 e 2002. Sem surpresas, já que integrava o núcleo coordenador do Fórum Novas Fronteiras, onde se preparou o programa eleitoral do PS. Ganhou a pasta do Ensino Superior, que antes não quis assumir.
Foi investigador no Laboratório Europeu de Física de Partículas, em Genebra. Em Portugal, presidiu, antes e depois de ser ministro, a um laboratório de física de partículas. De 1986 a 1989, presidiu à Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica. Como ministro, preparou na presidência portuguesa da União Europeia a Estratégia de Lisboa.

CULTURA - Isabel Pires de Lima
Especialista em Eça de Queirós, a nova ministra da Cultura publicou vários livros e foi júri de diversos prémios literários. Isabel Pires de Lima nasceu em 1952 e é doutorada em Literatura Portuguesa, licenciada em Filologia Românica e professora associada, com agregação, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Na anterior legislatura era membro da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. Militante do PCP entre 1976 e 1991, foi eleita deputada nas listas do PS em 1999, como independente, pelo círculo do Porto.

ASSUNTOS PARLAMENTARES - Augusto Santos Silva, 48 anos
É um dos rostos do Porto no Governo de José Sócrates.
Militante do PS, doutorado em Sociologia e professor na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Augusto Santos Silva volta a ocupar uma pasta ministerial depois de ter passado pelo governo de António Guterres, primeiro como secretário de Estado da Administração Educativa (1999/ 2000), depois como ministro da Educação (2000/ 2001) e, finalmente, ministro da Cultura (2001/2002). Uma meia surpresa, por lhe ser confiada agora uma pasta de cunho marcadamente político.
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